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maio 22

A lição da borboleta

Um homem, certo dia, viu surgir uma pequena abertura em um casulo. Sentou-se perto do local onde o casulo se apoiava e ficou a observar o que iria acontecer, como é que a lagarta conseguiria sair por um orifício tão miúdo. Mas logo lhe pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso, como se tivesse feito todo esforço possível e agora não conseguisse mais prosseguir. Ele resolveu, então, ajuda-la: pegou uma tesoura e rompeu o restante do casulo. A borboleta pôde sair com toda a facilidade, mas seu corpo estava murcho; além disso, era pequena e tinha as asas amassadas.

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O homem continuou a observá-la porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se estendessem para serem capazes de suportar o corpo que iria formar a tempo. Nada aconteceu! Na verdade a borboleta passou o restante de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Nunca foi capaz de voar.

O que o homem em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura eram o modo pelo qual a natureza fazia com que o fluido do corpo daquele pequenino inseto circulasse até suas asas para que ela ficasse pronta para voar assim que se livrasse daquele invólucro.

Algumas vezes, o esforço é justamente aquilo de que precisamos em nossa vida.

(Autor desconhecido)

Esse pequeno texto me faz pensar em muitas coisas importantes na vida: como acolhemos o esforço envolvido em nosso dia-a-dia? Aceitamos? Damos o tempo necessário para que as realizações aconteçam? Ou nos lamentamos e queremos logo pular essa parte para desfrutar de nossas lindas asas e sair voando por aí?

E ao olharmos para o outro: como encontrar o limite sutil entre oferecer ajuda a alguém e aguardar confiante as respostas que brotarão a partir da experiência da própria pessoa?

Os grandes desafios que a vida nos apresenta implicam em esforço e envolvimento, para que cada passo de nossa jornada seja construído de maneira autêntica e singular!

De que forma esse texto chega até você?

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